Amor à primeira episódio linha 4

“Amor e Revolução” conta a grande história de amor vivida pelo militar José Guerra e pela guerrilheira Maria Paixão, casal protagonista do folhetim. À primeira vista, o amor entre os dois é impossível, pois Maria é líder do movimento estudantil e vai para a luta armada, e José Guerra é um militar da Inteligência, contra a ... Só nas plataformas da TVI e TVI24 mais de meio milhão de pessoas tiveram contato com o primeiro episódio da reportagem “Amor Sem Fim”.A acrescentar ainda, que nas mesmas plataformas, a ... Em sicmulher.pt encontra dicas de beleza, tutoriais, sugestões de moda e os episódios completos das suas séries favoritas. A novela chama-se “Amar Demais”, vai estrear já em setembro e segue uma linha de argumento em que se questiona o limite dos gestos motivados pelo amor. Os atores assistiram pela primeira vez ... Não é como se eu tivesse me apaixonado pela personagem Boogiepop, nem nada do tipo, nem pela personagem Imaginator… Deixando a boba frase que uma tsundere proferiria de lado, esse episódio não foi erguido sob a sinuosidade da linha do tempo, mas na forma como diferentes pontos de vista interligados foram abordados.Novos elementos foram sacados, outros personagens tiveram tempo de tela e ... Episódios do programa Linha da Frente - Informação - Actualidades. À ESPERA DE VIDA Em três meses morreram duas crianças portuguesas na unidade de transplantes do Hospital La Paz, em Madrid. Décimo episódio da telenovela da autoria de Manuel Arouca e Lúcia Feitosa que tem a vila de Sintra como pano de fundo, com a sua tradição romântica e pacatez em conflito e contradição com o desenvolvimento e o progresso dos novos tempos, numa história onde se cruzam amores e desamores, o jornalismo de investigação na denúncia de atividades criminosas, e a dimensão humana das ... Linha Aberta com Hernâni Carvalho. Êta Mundo Bom! ... Alô Portugal. Ponto de Equilíbrio. Olhó Baião. Rainha das Flores. Amor Maior. Amor de Mãe. Árvore dos Desejos. Quem Quer Namorar com o Agricultor? Olha Por Mim. É P'ra Amanhã. Estamos Aqui. 24 Horas de Vida. Levanta-te e Ri. A Máscara. Casados à Primeira Vista. Globos de Ouro. À ... Linha Aberta com Hernâni Carvalho. Êta Mundo Bom! ... Alô Portugal. Ponto de Equilíbrio. Olhó Baião. Rainha das Flores. Amor Maior. Amor de Mãe. Árvore dos Desejos. Quem Quer Namorar com o Agricultor? Olha Por Mim. É P'ra Amanhã. Estamos Aqui. 24 Horas de Vida. Levanta-te e Ri. A Máscara. Casados à Primeira Vista. Globos de Ouro. À ... Taís Araujo e Lázaro Ramos são os protagonistas do episódio “Linha de raciocínio”, da série “Amor e sorte” de amanhã. O episódio conta a história do casal Tabata e Cadu, que ...

Texto de Kampz no SerBenfiquista

2020.07.16 16:48 0TW9MJLXIQ Texto de Kampz no SerBenfiquista

Vou ser absolutamente sincero, estou completamente esgotado do Benfica...
Podem dizer que isto não é o Benfica, que é o SLV, mas a verdade é que o meu dinheiro vai para esta instituição e os atletas que a representam "jogam" em nome do Sport Lisboa e Benfica com o manto sagrado e o nosso emblema, o tal que não serve para chineses ao peito.
Se isto não é o Benfica é culpa nossa - dos sócios - que deixaram o clube ser tomado de assalto por um cavalo de troia, carregado até ao tecto de dragartos e mercenários, e que não era feito de madeira mas sim totalmente transparente.
Mais, é culpa nossa irmos para 17 anos disto e nunca termos feito nada relevante para mudar, encolhendo os ombros e deixando passar pelos pingos da chuva, como se nada fosse, uma notícia de (mais) um desfalque ao clube no valor de 2 milhões de €.
Ao contrário do que já fiz no passado, não tenho paciência para ir procurar e trabalhar dados, pelo que cito o excelente post acima, resumindo do seguida em que se tornou o nosso clube:
Certamente me esqueci de muito e em muitos pontos tanto mais poderia ser dito... Mas é o meu desabafo. E que se desengane quem ache que é pelo título do Porto, na verdade só agora fui à internet confirmá-lo!
O problema do Benfica não se resolve com JJ ou 100M€ em transferências, ou com a saída de algumas peças da estrutura. Tem que sair o Presidente e toda a corja responsável, ou que legitima, uma gestão absolutamente danosa e corrupta, com dano muito material no clube.
A única solução para isto é:
1.1) Garantir que as eleições não são marteladas (muito difícil); 1.2) Se tal não for possível, correr com o Vieira nem que seja ao pontapé; 2) Fazer uma auditoria forense fortíssima ao clube, custe o que custar; 3) Com base nas evidências, colocar em tribunal todos aqueles que tiverem lesado o clube; 4) Também com base em evidências, despedir com justa causa quem for necessário; 5) Negociar a saída de todos os restantes mercenários que nada acrescentem; 6) Encostar o "lixo" que não conseguirmos limpar nos dois pontos anteriores; 7) Contratar Benfiquistas competentes e sérios para os cargos relevantes; 8) Implementar mecanismos de controlo interno que impeçam a pilhagem do clube; 9) Garantir uma gestão financeira responsável e equilibrada do clube, por profissionais de topo; 10) Implementar uma gestão desportiva profissional e ambiciosa, em todas as modalidades; 11) Investir no fortalecimento dos laços perdidos entre Benfiquistas e Benfica; 12) Rever os estatutos (e.g. limitação de mandatos) de forma a restabelecer a democracia.
Reparem que o desporto - o core business e objetivo fundamental - só aparece no ponto 10! É que há tanto a fazer de limpeza antes para garantir que conseguimos repor o que nos foi roubado e ter um clube (e SAD) preparados para gerir o Benfica como deve ser...
Se não é em Outubro, para mim, acabou.
E mesmo para os vieiristas, acabará pouco depois.
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2019.08.28 23:27 Batistandre Os Cortes

Eu sinto que hoje ela vai me levar.
Eu não sei explicar como eu sinto. Eu nunca soube, em todos os meus 26 anos de vida. No entanto, de alguma forma, eu consigo senti-la se aproximando, consigo saber que, naquela noite, eu serei visitado por ela. Esse tal sentimento é difícil de explicar. O tempo parece correr mais devagar, o mundo parece mais cinza. É um sentimento que faz com que eu me sinta pesado. Não é um peso físico, é algo dentro de mim, que parece pôr arames em volta da minha caixa de sentimentos. Sentimentos esses que se rasgam todas vez que tentam sair da caixa. Sorrir dói, chorar dói. Tudo dói. Eu me torno apagado, me movo automaticamente. Com o passar dos anos, de certa forma, o sentimento em si se tornou pior do que a visita dela. Eu imploro para que a noite chegue logo, para que ela possa vir, fazer o que precisa ser feito, e eu me sinta normal no dia seguinte. É o que sinto toda vez que esse sentimento vem. Qualquer coisa é melhor do que isso, até mesmo ela. Ao menos é o que eu penso até vê-la, até senti-la, quando então sou lembrado de que nela está o verdadeiro terror. É verdade que o cérebro nos faz esquecer as maiores dores e medos pelos quais passamos, do contrário enlouqueceríamos.
Talvez eu devesse começar pelo começo, certo? Eu recebo sua visita desde que me entendo por gente. Ela sempre foi uma constante na minha vida. Assim como meu pai sempre simplesmente esteve lá, ela também estava. Eu imagino que o sentimento que sinto antes de ela vir também estava, porque meu pai conta histórias de quando eu era bebê e haviam esses dias em que eu não parava de chorar. Segundo ele tudo começou em um dia que ele jamais vai esquecer, um dia que ele frequentemente categoriza como o pior e melhor da vida dele. O dia do meu aniversário, que também é o dia do aniversário de morte da minha mãe.
Sim, minha mãe morreu durante o parto. A gravidez dela foi complicada. Era uma gravidez de risco, pois ela tinha tinha 42 anos quando engravidou. Eu nasci prematuro, devido à certas complicações. Meu pai conta que a notícia da morte da minha mãe, vinda do médico obstetra responsável pelo parto, fez com que seu mundo inteiro desabasse. Ele diz que naquele momento ele teve a certeza de que nunca mais ia ser feliz de novo, de que nunca mais ia ser capaz de sorrir. Mas ele sorriu, e se sentiu o homem mais feliz do mundo, quando me viu deitado na incubadora quinze minutos depois. “Meu filho”, ele diz que pensou, e diz também que sabia que eu ia viver, e que a minha mãe ia viver através de mim.
Portanto, um ano depois, quando eu acordei chorando e continuei chorando ao longo do dia, ele diz que foi impossível não associar uma coisa à outra. Ele me levou ao médico, que disse que, a princípio, não havia nada de errado comigo. Eventualmente eu parei de chorar e dormi, talvez devido ao cansaço. Naquela noite foi quando aconteceu pela primeira vez. Meu pai diz que acordou com um grito horrível vindo do meu quarto. Inicialmente ele achou impossível que fosse eu, mas conforme ele levantou da cama e correu até o quarto, ouviu o grito lentamente se tornar um choro de bebê, a essa altura já bem familiar aos seus ouvidos. Ele entrou no quarto, me pegou no colo enquanto eu chorava descontroladamente, e sentiu a minha perna úmida. Foi quando ele viu o primeiro corte.
Deixe eu lhe falar sobre os Cortes.
Você já teve um daqueles cortes bobos, que não passam de uma fina linha vermelha na pele, mas que sangram e doem de um jeito desproporcional ao seu tamanho? Os meus Cortes são assim. Eles não são profundos, raramente passam de 3 cm de comprimento, ainda assim incomodam muito. Eles doem, claro, mas o que mais incomoda não é a dor, e sim o fato de que eles nunca cicatrizam. Eu ainda tenho o corte que meu pai viu na minha perna aquela noite. Ele está ali, na minha coxa, aberto como se tivesse recém sido feito. Ele, e todos os 98 que vieram depois dele, nunca se fecharam, nunca cicatrizaram.
Grande parte da minha vida eu passei procurando respostas, procurando maneiras de pôr fim no meu tormento, sem nunca obter sucesso. Eu e meu pai já tentamos de tudo, tanto para lidar com os Cortes quanto para lidar com ela. Procuramos respostas na ciência e na medicina, ao menos nos primeiros anos, antes mesmo de eu ter consciência da minha situação. Meu pai já me levou a incontáveis médicos, alguns diziam que eu tinha uma nova forma de diabetes, outros que eu tinha uma variação de hemofilia. Todos intrigados pela minha condição e todos incapazes de proporcionar uma solução.
Após anos de hospitais, médicos, procedimentos e exames, eu decidi que estava cansado daquilo tudo, e meu pai partilhava do meu cansaço. Nos voltamos então para a medicina alternativa, com homeopatia, medicina tradicional chinesa e hindu, hipnoterapia, terapia com quelação, enfim. Seja lá qual for o método que você está pensando, eu já tentei. Da medicina alternativa buscamos uma saída completamente espiritual. Conversamos com padres, gurus, pastores, médiuns, bruxos, babalorixás, até mesmo com um exorcista, um de verdade, sancionado pela igreja. Todos, naturalmente, acharam que tinha a resposta.
Gastamos muito dinheiro e tempo buscando uma solução e, de alguns anos para cá, ficou bem evidente que desistimos. Eu e meu pai nunca conversamos sobre essa desistência. Um dia voltamos de mais uma das diversas viagens que fizemos e, simplesmente, desistimos. No momento que sentamos para jantar aquela noite e meu pai me perguntou: “Você tem alguma ideia de faculdade ou quer fazer outra coisa?”, eu soube que havíamos desistido. Claro que ainda ficamos de olho em alguma eventual solução, mas poucas coisas tem potencial o suficiente para nos trazer uma nova esperança.
A minha infância foi complicada. Não por causa dos Cortes, e sim por causa das pessoas. Meu pai já foi acusado inúmeras vezes de abuso ou negligência, eu já fui tachado de suicida, maluco, esquisito. Tanto eu quanto meu pai aprendemos a lidar com as consequências da minha condição, os primeiros anos foram os mais complicados, depois eu entendi que precisava esconder os Cortes, ao menos da maioria das pessoas. Quando eu tinha 12 anos nós nos mudamos para uma outra cidade, e essa foi a melhor época da minha vida. Eu fiz vários amigos, me atrevo a dizer até mesmo fui semi popular, fui em festas, namorei várias garotas, vivi uma vida “normal” de adolescente. Poucas pessoas sabiam da minha condição, e as que sabiam normalmente ficavam com medo ou intrigadas.
Como falei antes, hoje tenho 99 desses cortes espalhados por diversas partes do meu corpo. Minha vida é difícil, sim. Eu sigo uma rotina que gira ao redor de band-aids, esparadrapos, gazes e ataduras. Não na esperança de curá-los, obviamente, nem mesmo tratá-los, já que eles nunca infeccionam, e sim de evitar que as coisas encostem neles, já que eles ardem bastante e sangram às vezes.
O fato é que todos esses cortes foram feitos por ela. Todos no meio da madrugada.
Eu não sei o que ela é, nunca conseguimos descobrir. E, antes que você diga, não, não é o fantasma da minha mãe. Chegamos a cogitar essa possibilidade, mas meu pai diz que a minha mãe era a alma mais bondosa que já pisou na terra e, mesmo morta, ela jamais seria capaz de algo do tipo. Ele não precisava dizer isso, porque eu tinha certeza de que não podia ser a minha mãe. Nunca senti o amor de uma mãe, dizem que a gente não faz nem ideia do que é amor de verdade até segurar um filho nos braços, e amor é, definitivamente, algo que eu não sinto vindo dela. O ódio que emana dela é tão poderoso, tão pungente e sufocante, que eu não acho possível que ela jamais tenha amado algo. É um ódio que jamais seria condizente com alguém que foi mãe, não condiz nem mesmo com alguém que foi humano um dia. Por isso não acho que ela seja um fantasma, ou espírito, assombração, aparição, qualquer coisa que você queira chamar. Acho que ela é algo além da nossa compreensão. Uma energia que toma forma, um monstro de outra dimensão, é inútil tentar entender, eu sei que já desisti faz muito tempo.
O sentimento que descrevi antes é sempre um prelúdio do que a noite vai me trazer. Eu sei que vou acordar no meio da noite, me sentindo sufocado e apavorado. Sei que vou ver algo surgir lentamente da escuridão do canto do quarto e que vou prometer para mim mesmo que dessa vez eu vou enfrentá-la, que dessa vez ao menos não vou gritar e chorar. A promessa é quebrada no segundo seguinte, no primeiro vislumbre que tenho dela. Tudo ao redor dela é escuridão e terror. Ela é alta, muito alta, infinitamente alta, parece querer tomar todo o quarto. A sua magreza absurda passa despercebida devido ao tamanho dos seus ossos. Seu rosto envolto em sombras e longos cabelos negros e finos que lhe caem da cabeça quase careca escondem um olhar de esgar e ódio além da compreensão humana. Não posso ver seus olhos, não é possível ver nada ao encarar o vórtice de pesadelo e agonia que é o seu rosto, mas consigo senti-los esquadrinhando a minha alma.
Eu choro e grito descontroladamente, sem forças para fazer qualquer coisa além de vê-la vir em minha direção. Ela não caminha, caminhar é algo humano demais para descrever o modo com ela se move. É como se ela simplesmente crescesse em minha direção. Ela me toca e, na beira da insanidade, tudo se torna terror. O intensidade do medo se torna absoluta, como medo fosse tudo que houvesse no mundo. É puro horror e desespero. Em sua mão grotescamente grande com dedos compridos e magros de pesadelo ela segura um objeto que eu não consigo descrever, meu cérebro simplesmente não processa sua forma, não entende sua cor. Olhar para ele me causa tontura, é como olhar para o mundo girando, é como olhar para a prova de que nada no mundo é real. Com esse objeto ela arranha minha pele, e então, milímetro por milímetro, eu sinto o corte se abrir. A dor é excruciante. Não há sentido em tentar explicar com palavras. É algo que não deveria existir, uma dor que não foi feita para ser sentida nesse mundo. No meio dos meus gritos de desespero o mundo se torna real de novo, e meu pai entra correndo pela porta do meu quarto, já com lágrimas nos olhos.
Esse cena se repete, outras 98 vezes. Não há um padrão para suas visitas, tudo que sei é que hoje será a última.
Eu não sei como eu sei. O sentimento, que já descrevi, hoje vem acompanhado de um certa finalidade. É como o entardecer, como as últimas notas audíveis de uma música que termina em um fade out, como ver o último episódio de uma série que você acompanha há muito tempo, como levantar a lata para tomar tomar um gole de refrigerante, sentir sua leveza, e saber que aquele gole será o último.
Assim que eu terminar de escrever isso vou dar boa noite para o meu pai, dar nele um último abraço, e ir me deitar. Pai, eu sei que você está lendo isso, então quero agradecer por tudo. Eu espero que minha partida traga à você algum conforto e que você possa finalmente seguir em frente. Deixo para você decidir se essa despedida deve ser compartilhada ou não.
Hoje, sabendo que vai ser a última vez, eu quase espero ansiosamente pela visita dela. Quase espero ansiosamente ver sua figura monstruosa e irreal surgir da escuridão do quarto e transformar meu mundo em pesadelo pela última vez.
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2018.06.09 05:05 sagurgel A Quinta Vala - A divina tragédia da traição premiada.

A QUINTA VALA.
A divina tragédia da traição premiada.
A traição jamais obteve tanto espaço nos noticiários quanto nos últimos anos. Contudo, esse ato humano execrável, que pela história da humanidade foi responsável por desencadear crimes passionais, guerras e outras reações extremas, já não desperta mais tantas paixões, e às vezes chega a ser motivadora de reivindicação de prêmios.
Por todo o planeta encontramos infindáveis termos para fazer menção aos que possuem o desvio de caráter que conduz à infidelidade. Na riquíssima língua portuguesa, as variantes superam aquelas vistas em qualquer outra, seja pelas tradicionais expressões contidas no vernáculo, como traidor, traiçoeiro, delator, alcaguete, informante, seja pela linguagem coloquial, a exemplo de traíra, dedo-duro, linguarudo, X-9 etc. Nos países estrangeiros também encontramos termos com o mesmo teor pejorativo, como rat (Estados Unidos da América), sneak (Inglaterra), un homme commère (França), Zinker e 31er (Alemanha). Creio ser arriscado demais tentar fazer uma tradução precisa, sabendo o que dizem os italianos:* “traduttore, traditor*e.".
A origem da traição coincide com o mito da criação do homem. De acordo com os textos bíblicos, Caim, impelido por ciúmes, realiza uma emboscada para ceifar a vida de seu irmão Abel. Todavia, está no Novo Testamento a sua máxima expressão, quando Judas Iscariotes procura as autoridades para delatar Jesus de Nazaré, acarretando a crucificação de um acusado considerado inocente, à luz do Direito Romano. Na concepção cristã, pode-se assegurar que, diante de tantos pecados, nenhum outro veio a ser considerado tão repulsivo quanto esse.
Dante Alighieri, por exemplo, nos versos que compõem A Divina Comédia, representa o mapa do inferno, escalonando-o em diversos pavimentos (círculos) rumo ao núcleo da Terra. Dependendo da iniquidade, os condenados são colocados em um ambiente mais profundo. No nono e último círculo, intitulado Lago Cócite, encontram-se os que se entregaram à traição. Essa instância sombria, por sua vez, é subdividida em quatro valas: a primeira, chamada Caína (alusão à Caim) para aqueles que se voltaram contra os próprios parentes; a segunda, batizada de Antenora, reservada aos traidores da pátria; a terceira, Ptolomeia, para abranger os que insurgiram contra os seus hóspedes e, por fim, a quarta e mais terrível, cujo nome é Judeca (nítida referência ao apóstolo), onde os traidores dos benfeitores expiam por seus pecados na companhia de Lúcifer. Das tre facce do Anticristo, uma separa Judas de Brutus e Cassius. Não seria mera especulação afirmar que, pelos escritos do poeta florentino, consolidava-se a antítese dos ideais de Santo Agostinho sobre o que seria a Cidade de Deus.
Saindo da órbita do cristianismo, a temática se repete em todas as outras religiões. No judaísmo, assim como ocorre no islamismo, a deslealdade repercute severamente no espírito humano. E não haveria como se admitir uma doutrina de fé construída em desacordo com os preceitos éticos das civilizações aos quais aderiram. Até mesmo quando nos aventuramos ao estudo da Mitologia Grega, constatamos que a ira dos deuses normalmente é provocada por uma questão central: a traição.
No estudo da História, mesmo quando orientado pela dialética marxista, percebe-se um enorme destaque às personagens que sucumbiram à vilania da falta de palavra para com os seus confidentes. Talvez o assunto gere certo desconforto aos pesquisadores em geral, por representar tudo aquilo que repudiam no semelhante e em si mesmo.
Durante a segunda etapa de Revolução Francesa, os jacobinos acusaram vários dos seus correligionários de estarem conspirando contra os comitês em troca de privilégios ofertados pela alta burguesia. A insegurança política que conduzia os parisienses à construção de um verdadeiro Estado policial acarretou a execução do corrupto Danton, entre outros ícones do processo revolucionário, como Camile Desmoulins. Pouco tempo depois, a histeria das delações fez os próprios algozes subirem ao cadafalso para terem suas cabeças decepadas. Foi nesse contexto que Charlotte Corday protagonizou o episódio mais emblemático do período, retribuindo ao líder Jean-Paul Marat o terror que havia sido colocado na ordem do dia em reunião extraordinária da Convenção.
Outros fatos históricos da mesma grandeza, que gravitam em torno do tema em tela, marcaram ou mancharam, significativamente, a linha do tempo. Impossível deixar de citar o costumeiro pacto de não agressão, articulado por Joachim von Ribbentrop (Ministro do III Reich condenado à morte pelo Tribunal de Nuremberg), que antecedia a invasão da Wehrmacht ao indefeso país signatário, bem como o escândalo de Watergate, em que um Deep Throat colocava Richard Nixon no dilema entre a renúncia e o Impeachment.
O estudo da evolução política brasileira também esbarra em uma série de inconfidências, ganhando maior notoriedade a que ocorrera em Minas Gerais sob a liderança de Tiradentes. Punido com a estranha e cruel pena capital da “morte para sempre”, contemplada pelas Ordenações Filipinas, o mártir da independência após ser enforcado, teve a sua cabeça arrancada e exposta, espalhando-se os fragmentos do seu corpo esquartejado pelos logradouros públicos. Em contrapartida, o delator Joaquim Silvério dos Reis recebia honrarias de Dom João, sem imaginar que seu nome seria amaldiçoado pela eternidade por seus conterrâneos (desonra para sempre), não obstante tivesse revelado os planos de um homem visto como criminoso pela legislação em vigor naquele período.
Apesar da ideia do óbito em caráter permanente ter sido extirpada do Direito Pátrio com o advento do Código Criminal de 1831, a traição nele permaneceu e perdura até a presente data. Além de configurar uma circunstância agravante genérica, prevista no art. 61 do Código Penal, o vil comportamento se faz presente na Parte Especial entre as qualificadoras do crime de homicídio (art. 121, § 2.º, III) e também como núcleo do tipo penal que leva a rubrica marginal de Patrocínio Infiel (art. 355). Porém, quando interpretada em sentido amplo, a odiosa prática que atinge tanto o particular quanto o Estado, pode ser identificada em trinta e oito delitos inseridos no mesmo diploma legal, como no caso do induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio praticado por motivo egoístico (art. 122, p.ú., I), em que o agente, por exemplo, inculca na vítima o desejo de autodestruição para se beneficiar da herança. Na mesma esteira cabe mencionar diferentes preceitos que indicam mau-caratismo similar, como o Perigo de Contágio Venéreo (art. 130); Violação de Segredo Profissional (art. 154); Bigamia (art. 235); Peculato Mediante Erro de Outrem (art. 313); Fraude Processual (art. 347), entre tantos outros da lei maior em matéria penal e da legislação extravagante. Aliás, por falar em lei especial, é importante assinalar que no Código Penal Militar, no livro que trata Dos Crimes Militares Em Tempo de Guerra, há um capítulo que leva o título Da Traição, no qual para todos os delitos o legislador comina a pena de morte, que no caso brasileiro, de acordo com o art. 56, se cumpre mediante fuzilamento.
Apenas em relação à infidelidade conjugal, a legislação não reage com tanto rigor. No ano de 2005, o adultério foi objeto de abolitio criminis, deixando o mundo do Direito Penal para receber o tratamento do Direito Civil, que, por sua vez, se mostra bastante flexível nesse aspecto. Não há mais o que falar em divórcio por culpa do cônjuge adúltero e, como se não bastasse, as indenizações por danos morais fixadas em valores quase insignificantes vêm perdendo o caráter retributivo e preventivo. Não havendo bens, nem filhos, a dissolução da sociedade conjugal se efetivará em questão de minutos, na frieza dos polos que congela o recinto cartorial. O preço também não representará qualquer empecilho e, certamente, sairá muito mais barato do que trinta moedas de prata. Não seria exagero dizer que estará consumada mais uma traição promovida com um beijo. Aliás, diga-se de passagem, em um mundo onde todos os valores são relativizados, e o dinheiro é reverenciado como deus único, o que dizer da cumplicidade entre marido e mulher, fruto do amor verdadeiro?
O instituto da delação premiada, que vem sendo utilizado como ferramenta estatal no enfrentamento do crime organizado desde o advento da Lei 8.072/90 (Crimes Hediondos) - estendendo-se mais tarde para outras leis específicas, como a Lei 7.492/1986 (Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional), Lei 8.137/1990 (Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo), Lei 9.613/1998 (Lavagem de Dinheiro), Lei 9.807/1999 (Proteção às Testemunhas); Lei 11.343/2006 (Drogas), Lei 12.850/2013 (Organização Criminosa) - entra em uma fase de frequentes ataques na mesma proporção das defesas apaixonadas. Há de se convir que não é tarefa das mais fáceis compreender que, em nosso ordenamento jurídico, a traição pode matar, passar desapercebida ou até ser homenageada.
Para uma corrente doutrinária, o que decidiram chamar de colaboração premiada na última lei acima referida, não passa de um incentivo por parte da administração pública ao nefasto gesto de trair, o que se mostra totalmente incompatível com os Princípios Gerais do Direito. A lei deve possuir conteúdo didático e apresentar princípios cívicos decentes, e não ensinar que o cafajestismo pode ser vantajoso. Se o crime não compensa, a delação não pode recompensar. Além do mais, de todos os integrantes que compõem o grupo de delinquentes, o pior deles é, sem dúvida alguma, aquele que entrega os comparsas à justiça para aliviar a sua própria pele. Trata-se de torpeza repudiada até para quem se aventura às ações delituosas, não havendo espaço para traidores nem mesmo nas penitenciárias onde estão agregados os piores malfeitores. É o estranho, porém notório, código moral do mundo do crime. Vale lembrar o que ocorreu com o mafioso Tommaso Buscetta, que teve dez de seus familiares assassinados em represália ao auxílio prestado à justiça italiana.
Em contrapartida, há quem procure justificar a atitude do traidor com base no finalismo aristotélico, pois se o fim é bom, ou seja, viabilizar o desmantelamento de uma organização criminosa e a cessação de suas atividades com a aplicação de pena aos seus membros, então o meio da delação também o será. Se para o Direito nem a vida tem caráter absoluto, por que o sigilo o teria? Ainda mais quando o evento envolve criminosos... Para esses juristas, o sacrifício da organização, mesmo por intermédio de uma prática execrável, estaria a serviço do bem comum. Advertem que determinados grupos dedicados às atividades ilícitas, que se desenvolvem com requinte empresarial, se não ruírem por dentro, jamais poderão ser detidos por intermédio de práticas repressivas ordinárias. Usam como ilustração a tradição norte-americana de, inclusive, pagar somas em dinheiro ao colaborador por suas preciosas informações. É o modelo de justiça criminal que vem dos remotos tempos da Marcha para o Oeste, quando o governo do Estado Unidos se viu obrigado a delegar aos condados a tarefa de instituírem a sua própria estrutura punitiva para os crimes locais. Daí veio o Wanted Dead Or Live que, de forma mais civilizada, perdura até hoje.
Difícil se chegar a alguma conclusão quando dois argumentos contrapostos estão repletos de razão. Ocorre que para efeito de valoração do ato de dedurar, nenhum deles mostra-se útil. Isso se deve ao fato de não atentarem para o ponto central, ou seja, o que motivou o indivíduo a revelar toda a trama delituosa e a identidade dos concorrentes. Se decide fazer mea culpa pela consciência de ter agido em desacordo com os interesses da coletividade à qual pertence, imbuído da intenção de reparar o dano e amenizar a dor moral que o afeta, a sua responsabilidade não desaparece, mas a mudança de postura justifica a atenuação das reprimendas. Se a lei chamará as benesses aplicáveis de prêmio, a opção semântica não escapa da lógica em nosso ordenamento jurídico de flexibilizar a resposta penal em decorrência do arrependimento posterior. Tal medida há muito tempo é disciplinada nos arts. 16 e 65 do Código Penal, entre outros de caráter excepcional, como ocorre, por exemplo, nos casos de estelionato mediante cheque sem fundo, quando o agente efetua o pagamento da dívida antes do recebimento da denúncia (Súmula 554 do STF).
Entretanto, há casos em que o agente utiliza o instituto da colaboração premiada para se vingar de seus inimigos, imputando-lhes algumas verdades embrulhadas a um punhado de mentiras, que, muitas vezes, nenhuma relação tem com o objeto da investigação. E assim, atingem não apenas a honra objetiva e subjetiva da vítima da infâmia, mas também a própria administração pública, em especial, administração da justiça, fazendo-o incidir no crime de denunciação caluniosa (art. 339 do CP).
Outrosssim, considerando que estamos discorrendo sobre um grave problema enfrentado no Brasil, o que não falta é exemplo pitoresco sobre qualquer tema de natureza jurídica. Já houve, diga-se de passagem, quem se valesse da delação para ganhar muito dinheiro, não como contrapartida do Estado pelas informações prestadas, mas sim de forma indireta, pela qual o indivíduo se beneficia da previsível instabilidade gerada ao mercado financeiro, capaz de favorecer práticas especulativas de toda ordem. Casos como esse, em que o traidor da organização criminosa engana a nação inteira com a sua delação é que provoca a reflexão sobre o lugar onde Dante o colocaria em seu imaginário, ou se nele não haveria espaço para aqueles que traem a própria natureza humana no que diz respeito à capacidade de ser justo e dotado de um mínimo de vergonha.
Sergio Ricardo do Amaral Gurgel é sócio em AMARAL GURGEL Advogados; autor da Editora Impetus; professor de Direito Penal e Direito Processual Penal; e-mail: [email protected]
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Desculpe a demora amorecos é que esses tempo estava corrido e não deu pra produzir os vídeos mais agora voltei com tudo!! Toda semana vai ter vídeo novo🤗🤗 ATÉ QUEM FIM SAIU PRIMEIRO EPISÓDIO DESCULPA SE TIVER ALGUM ERRO. ... {Série JIKOOK} Amor a primeira dança💖 (ep 1?) - Duration: 2:42. BANGTAN ARMY BTS 2,294 views. 2:42 Olá galerinha da um like é se escrevam no meu canal até o próximo vídeo espero que gostem Amor A Palos 1: Primer capítulo de esta historia que mezcla humor con realidad, conoce a los protagonistas que te acompañarán en esta novela. SIGUIENTE EPISO... Sasusaku e naruhina em meu primeiro amor episódio 1# - Duration: 14:20. isakura uchiha 23,527 views. ... Um amor à primeira vista em konoha high school episódio 10# - Duration: 16:54. Amor a primeira vista EP35//penúltimo episódio - Duration: 6:00. BABITAN APV 879 views. New; ... Amor à primeira vista EP31 babitan - Duration: 5:23. BABITAN APV 1,230 views. New; primeiro amor - o novo garoto (episódio 2) - web sÉrie primeiro amor web sÉrie. web sÉrie crush novela teen. novela teen. primeiro amor - millena e manu maia... Amor a primeira vista EP35//penúltimo episódio BABITAN APV. Loading... Unsubscribe from BABITAN APV? ... Amor à primeira vista EP29 #babitan - Duration: 5:08.